No meio do nada, no meio da sala, no meio do meio…sem ver, sem ouvir, sem falar , sem sentir, em busca apenas, do candeeiro q esquecera no caminho…
A arte evidente observada de canto, no rasgar de papéis das mãos de Orféu, sacode os tímpanos, eleva ao quadrado e eis que surge seus gritos sufocados, tremidos, ligeiros, nem nota, sem tom…
E com o vai e vêm das mãos, tocando lira de papel, revira-se a mala, e seus medos se misturam, torturam, mas seu coração se acalma…
E no meio da sala, eis que tudo faz sentido, e como mágica, os fragmentos vão se unindo, o candeeiro reluzindo o caminho tão perdido!
Eureca…eureca…
Achei, achei,… achei-me!!!!
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“O grande desncontro de Orfeu no Hades foi o de ter olhado para trás, de ter voltado ao passado, de ter-se apegado à matéria, simbolizada por Eurídice.”
Agradecimentos a Grande pessoa de Claudinéia, por compartilhar este poema.




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